Imprimir esta página
Terça, 19 Agosto 2025 19:55

Desemprego caiu mais em 18 estados e fica estável nos demais e no DF Destaque

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (15) a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (PNAD Contínua Trimestral com dados sobre o desemprego nos estados, no Distrito Federal e nos estratos de raça, gênero e escolaridade. A comparação é entre o segundo trimestre deste ano (abril/maio/junho) em relação ao trimestre anterior (janeiro/fevereiro /março).

No geral o índice de desemprego caiu mais em 18 unidades da federação e se manteve estável em nove. Apesar do desemprego ter diminuído em todos os estados  e no DF o IBGE considerou estabilidade nos locais em que houve uma pequena variação.

Os três estados em que o desemprego caiu mais foram Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%). Os que têm maiores índices são Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%). A média nacional ficou em 5,8%, a menor da série iniciada em 2012.

Confira na tabela a posição das Unidades da Federação.

Taxa de desocupação, por UF (%) – 1º e 2° trimestre de 2025

UF

1T 2025

2T 2025

situação

Pernambuco

11,6

10,4

→

Distrito Federal

9,2

8,7

→

Sergipe

9,3

8,1

→

Acre

8,2

7,3

→

Roraima

7,5

5,9

→

Tocantins

6,4

5,3

→

Paraná

4,0

3,8

→

Mato Grosso

3,5

2,8

→

Rondônia

3,1

2,3

→

Santa Catarina

3,0

2,2

↓

Goiás

5,3

4,4

↓

Espírito Santo

4,0

3,1

↓

Rio Grande do Sul

5,3

4,3

↓

Mato Grosso do Sul

4,0

2,9

↓

Brasil

7,0

5,8

↓

São Paulo

6,3

5,1

↓

Rio de Janeiro

9,3

8,1

↓

Ceará

8,0

6,6

↓

Maranhão

8,1

6,6

↓

Alagoas

9,0

7,5

↓

Amapá

8,6

6,9

↓

Piauí

10,2

8,5

↓

Paraíba

8,7

7,0

↓

Minas Gerais

5,7

4,0

↓

Pará

8,7

6,9

↓

Bahia

11,1

9,1

↓

Amazonas

10,0

7,7

↓

Rio Grande do Norte

9,9

7,5

↓

Estratos sociais

Homens brancos e de ensino superior tiveram mais oportunidades de trabalho.

Índice por gênero a taxa de desocupação (7,0%) foi de 4,8% para os homens e 6,9% para as mulheres no segundo trimestre de 2025.

Cor ou raça, essa taxa ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,8%) e acima para os pretos (7,0%) e pardos (6,4%).

Escolaridade, a taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (9,4%) foi maior que as dos demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 5,9%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3,2%).

Renda

O rendimento real mensal habitual no país foi de R$ 3.477, valor maior do que o trimestre anterior (R$ 3.440). Na região Sudeste a média foi maior: R$ 3.914 - a única com alta estatisticamente significante do rendimento, enquanto nas demais houve estabilidade.

Carteira assinada

No Brasil, o percentual de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 74,2% no segundo trimestre de 2025. Os maiores percentuais de empregados CLT estavam em Santa Catarina (87,4%), São Paulo (82,9%) e Rio Grande do Sul (81,2%), e os menores, no Maranhão (53,1%), Piauí (54,5%) e Paraíba (54,6%).

Subutilização (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 14,4%

Desalentados (frente à população na força de trabalho ou desalentada) do país foi de 2,5%.

População ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 25,2%.

Informalidade para o Brasil foi de 37,8% da população ocupada. 

A pesquisa completa do IBGE pode ser acessada aqui.

Itens relacionados (por tag)