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Sexta, 22 Mai 2026 16:15

SEEF participa de audiência na Alesc pelo fim da escala 6x1

Escrito por Pricila Cristina Baade

O Sindicato dos Empregados em Edifícios de Florianópolis (SEEF) participou, na noite desta quinta-feira (21), da audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para debater o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. O auditório Antonieta de Barros ficou lotado de trabalhadores, dirigentes sindicais e movimentos sociais de todo o estado.

Representaram o SEEF na atividade o presidente Rogério Manoel Corrêa e a tesoureira Marlei Chaves das Chagas, reforçando o compromisso do sindicato com a luta por melhores condições de vida e trabalho para a classe trabalhadora.

A audiência foi realizada por iniciativa da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Alesc, a partir de requerimento do deputado estadual Marquito, e contou com a presença do deputado federal Alencar Santana (PT-SP), presidente da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de redução da jornada de trabalho no país.

Durante o debate, parlamentares, representantes sindicais e especialistas destacaram os impactos da escala 6x1 na saúde física e mental dos trabalhadores, além da necessidade urgente de garantir mais tempo para descanso, convivência familiar, estudo e lazer.

O presidente do SEEF, Rogério Manoel Corrêa, destacou a importância da mobilização da classe trabalhadora para pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da proposta “A escala 6x1 adoece os trabalhadores e rouba o tempo de viver. A presença massiva dos sindicatos e trabalhadores na Alesc mostrou que a categoria está mobilizada e quer o fim dessa escala já, sem enrolação e sem adiamento”, afirmou.

A atividade também reforçou a importância da unidade entre sindicatos e movimentos sociais na construção da campanha nacional pela redução da jornada. Segundo dados apresentados durante a audiência, Santa Catarina possui cerca de 1,25 milhão de trabalhadores submetidos à escala 6x1.

A expectativa é que o relatório da proposta seja votado nos próximos dias na Câmara dos Deputados, aumentando a pressão popular pela aprovação do projeto ainda neste mês.

Sexta, 22 Mai 2026 07:42

Presidente do SEEF participa da Formação de Dirigentes da CUT Sul

Escrito por Pricila Cristina Baade

O presidente do SEEF, Rogério Manoel Corrêa, participou do quarto e último módulo da Formação de Dirigentes da CUT da Região Sul, realizado entre os dias 19 e 21 de maio, reunindo dirigentes sindicais de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Coordenada pela Escola Sindical Sul da CUT, a formação contou com mais de 100 horas de estudos, leituras, debates e reflexões sobre os desafios da classe trabalhadora diante das mudanças no mundo do trabalho, da precarização das relações de trabalho e do avanço da extrema direita na região Sul do país.

Durante os quatro módulos, os participantes debateram estratégias políticas, organização sindical, comunicação, trabalho de base e os desafios para fortalecer a consciência e a organização da classe trabalhadora no próximo período.

Neste último módulo, os dirigentes aprofundaram o debate sobre a ascensão da extrema direita e construíram propostas de articulação coletiva entre os três estados para fortalecer a luta sindical, a comunicação popular e a presença da CUT junto às comunidades e aos trabalhadores.

A programação também contou com debates sobre o “novo sujeito coletivo” e as transformações do capitalismo contemporâneo, além de uma análise da conjuntura política nacional, dos desafios das eleições de 2026 e da luta pela aprovação de pautas importantes para os trabalhadores, como o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho.

O encerramento da formação aconteceu nesta quinta-feira (22) com a aprovação de uma carta compromisso construída coletivamente pelos participantes. O documento reafirma a necessidade de fortalecer a formação sindical permanente, ampliar o trabalho de base, construir estratégias regionais de comunicação e fortalecer a articulação entre sindicatos, movimentos sociais e comunidades na região Sul.

O presidente do SEEF, Rogério Manoel Corrêa, participou nesta quinta-feira (14) da ação estadual de distribuição do jornal da CUT-SC realizada no  TICEN, em Florianópolis.

A atividade faz parte do Dia “D” de distribuição organizado pela CUT-SC em diversas regiões do estado para dialogar com a população e com a classe trabalhadora sobre temas fundamentais, como a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6x1, a valorização do serviço público e os direitos históricos conquistados pela luta sindical.

Dirigentes sindicais participaram da panfletagem, conversando com quem circulava pelo terminal e reforçando a importância da organização sindical na defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Para Rogério Manoel Corrêa, ações como essa são fundamentais para aproximar o sindicato da população e fortalecer o debate sobre pautas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores e trabalhadoras. “É importante ocuparmos os espaços públicos para dialogar com a sociedade, combater a desinformação e mostrar que muitos direitos só existem porque houve luta e organização coletiva”, destacou.

Além de Florianópolis, outras ações de distribuição aconteceram em diferentes regiões de Santa Catarina e novas mobilizações estão previstas para as próximas semanas.

 
 
Terça, 12 Mai 2026 17:37

Fim da escala 6x1 é com redução de horas trabalhadas e manutenção do salário

Escrito por Pricila Cristina Baade

O fim da escala 6x1 tem sido alvo dúvidas sobre se o trabalhador terá de compensar esse dia e trabalhar mais para manter o salário. Na verdade, as propostas que estão sendo analisadas no Congresso Nacional, defendidas pela CUT e as demais centrais sindicais, preveem a redução de jornada de trabalho das atuais 44 horas semanais para 40 horas. Isso significa que o patrão não poderá obrigar o trabalhador ou a trabalhadora a fazer uma compensação de horas a mais para ter direito a dois de folga na semana. O valor do salário será mantido.

Outro ponto é sobre o funcionamento do comércio, especialmente supermercados, bares e shopping. Dois dias de descanso não impedem o patrão de abrir o seu comércio nos finais de semana. Para isso basta negociar a escala dos trabalhadores com os sindicatos das categorias ou ainda fazer novas contratações, já que é com mais tempo de folga a expectativa é de que as pessoas tenham mais tempo de lazer, aumentando o consumo.

Custos x empregos

Uma nota técnica publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisa os efeitos econômicos da eventual redução da jornada hoje predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6x1, concluiu que uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seria similar aos impactos observados em reajustes históricos do salário-mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.

Segundo o estudo, nos grandes setores, como indústria e comércio, o aumento no custo operacional seria inferior a 1%. O Ipea também contesta a relação mecânica entre diminuição de jornada e redução do PIB.

Mais empregos

Já um estudo da professora de economia da Unicamp, Marilane Teixeira, diz que os brasileiros estão entre os que mais trabalham no mundo, e que a redução da jornada de trabalho deve gerar até 4,5 milhões de postos de trabalho e aumento de 4% na produtividade.

Uma cartilha elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) reúne dados, história e impactos do excesso de trabalho para orientar trabalhadores sobre jornada, saúde, qualidade de vida e a luta por mais tempo para viver.

Entenda as propostas que estão no Congresso

O Projeto de Lei (PL) nº 1838/2026 que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi enviado ao Congresso Nacional pelo presidente Lula em regime de urgência, em 14 de abril, precisa ser votado em até 45 dias a partir da data de envio. O PL prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas; garantia de dois dias de descanso remunerado; proibição de redução salarial. Na prática, a proposta extingue a escala 6x1.

Como funcionaria a nova jornada de acordo com o PL do governo federal

A proposta do projeto do governo federal mantém o limite de oito horas diárias e garante dois dias consecutivos de descanso semanal, preferencialmente aos sábados e domingos. O modelo 5x2 poderá ser definido por negociação coletiva, respeitando as características de cada atividade. O PL exige maioria simples (50% + 1 dos votos) e sanção presidencial. Caso o Senado altere o texto, ele retorna à Câmara, o que pode atrasar a aprovação.

O que está em debate na Câmara Federal

Na Câmara o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), prioriza a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O principal texto em discussão é a PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê a redução gradual da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais ao longo de 10 anos. Outra PEC, da deputada Érica Hilton (PSOL-SP), prevê a adoção da semana de quatro dias de trabalho, a chamada escala 4x3. As duas PECs podem ser apensadas, reunindo pontos em comum, por tratarem do mesmo assunto.

A expectativa é que a Câmara vote a PEC até 27 de maio. Neste caso são necessários dois turnos de votação na Câmara e no Senado, com aprovação de três quintos dos parlamentares (308 deputados e 49 senadores).

O SEEF, manifesta apoio à greve dos servidores públicos municipais de Florianópolis, iniciada em 23 de abril, como resposta legítima ao tratamento dado às reivindicações da categoria, e repudia a decisão arbitrária e ilegal do prefeito Topázio Neto de demitir cerca de 150 ACTs da educação que participam da greve.
A greve é um direito legítimo da classe trabalhadora, garantido pela Constituição. Utilizar demissões como forma de intimidação é uma prática autoritária, antissindical, ilegal e imoral.
Além da Prefeitura Municipal de Florianópolis descumprir lei federal por não dar resposta para o reconhecimento das auxiliares de sala no magistério, negou parte das reivindicações da categoria e tratou outros itens da pauta com pouco respeito e má vontade, indicando que a estão em avaliação, mas sem se comprometer com prazos, cronograma ou orçamento.
Diante do tratamento desrespeitoso demonstrado, a greve foi o último recurso utilizado pela categoria para mostrar à gestão municipal que os trabalhadores do serviço público municipal merecem respeito, exigem tratamento digno e estão prontos para lutar pelos seus direitos e pelo fortalecimento do serviço público e de qualidade.
A decisão de demitir trabalhadores em greve é uma tentativa da prefeitura para desmobilizar e enfraquecer a luta da categoria, mas a solidariedade, a organização e a manutenção das mobilizações barrarão os efeitos desta ação, revertendo as demissões e reabrindo as negociações para conquistar os direitos que os trabalhadores reivindicam.
O SEEF espera que a prefeitura reabra as negociações apresentando propostas concretas que atendam às reivindicações da categoria e recue desta ação antissindical e ilegal. Diante da gravidade dos ataques, apoiamos a participação dos trabalhadores do serviço público de Florianópolis na greve e nas mobilizações, assim com as ações da direção do sindicato.
Mexeu com um trabalhador, mexeu com toda a classe trabalhadora! Todo apoio à greve dos servidores de Florianópolis!
Segunda, 04 Mai 2026 12:51

Trabalhadores se reúnem no Centro Leste em Florianópolis para ato show

Escrito por Pricila Cristina Baade
O Centro Leste de Florianópolis foi palco de um Ato Show da classe trabalhadora no dia 30 de abril, reunindo trabalhadoras e trabalhadores em uma atividade marcada por cultura, luta e a defesa do fim da escala 6x1. Organizado pela CUT-SC em conjunto com outras centrais sindicais, o evento contou com apresentações do Samba da Lapa e do Africatarina, além de falas de lideranças sindicais e dos movimentos sociais.


Durante o ato, a presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, destacou a importância da luta pelo fim da escala 6x1 como uma pauta central para a classe trabalhadora. “Essa é uma luta em defesa da dignidade. Não é justo que trabalhadores e trabalhadoras saiam de casa às 6h da manhã e só retornem à noite, sem tempo para o lazer, para estudar ou estar com a família. E essa realidade pesa ainda mais sobre as mulheres, que enfrentam a dupla jornada”, afirmou.

A atividade reforçou o caráter histórico do 1º de Maio como um dia de luta e também de diálogo com a sociedade, apontando para a necessidade de avançar na redução da jornada de trabalho e na melhoria das condições de vida da classe trabalhadora.


Segunda, 04 Mai 2026 12:51

Trabalhadores se reúnem no Centro Leste em Florianópolis para ato show

Escrito por Pricila Cristina Baade
O Centro Leste de Florianópolis foi palco de um Ato Show da classe trabalhadora no dia 30 de abril, reunindo trabalhadoras e trabalhadores em uma atividade marcada por cultura, luta e a defesa do fim da escala 6x1. Organizado pela CUT-SC em conjunto com outras centrais sindicais, o evento contou com apresentações do Samba da Lapa e do Africatarina, além de falas de lideranças sindicais e dos movimentos sociais.


Durante o ato, a presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, destacou a importância da luta pelo fim da escala 6x1 como uma pauta central para a classe trabalhadora. “Essa é uma luta em defesa da dignidade. Não é justo que trabalhadores e trabalhadoras saiam de casa às 6h da manhã e só retornem à noite, sem tempo para o lazer, para estudar ou estar com a família. E essa realidade pesa ainda mais sobre as mulheres, que enfrentam a dupla jornada”, afirmou.

A atividade reforçou o caráter histórico do 1º de Maio como um dia de luta e também de diálogo com a sociedade, apontando para a necessidade de avançar na redução da jornada de trabalho e na melhoria das condições de vida da classe trabalhadora.


Neste 28 de abril, Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho, o SEEF reafirma a importância de proteger a vida, a saúde e a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras da categoria. A data é marcada internacionalmente como momento de reflexão, denúncia e mobilização diante dos acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e das condições precárias enfrentadas diariamente por milhões de pessoas.

Em Santa Catarina, os números revelam um cenário preocupante. Entre 2016 e 2025, o estado registrou 459.716 acidentes de trabalho e 1.623 mortes de trabalhadores, ficando entre os cinco estados com maior número de ocorrências no país. Isso significa que, em média, uma pessoa perdeu a vida a cada 2,2 dias no ambiente de trabalho.

Além dos acidentes físicos, cresce também o adoecimento emocional. Em 2025, Santa Catarina contabilizou 39.441 afastamentos por transtornos mentais, ocupando a quinta posição nacional. Ansiedade, depressão, burnout e estresse relacionado ao trabalho estão cada vez mais presentes na rotina da classe trabalhadora.

Para o SEEF, essa realidade também atinge diretamente os empregados em edifícios, como porteiros, zeladores, faxineiros, vigias e trabalhadores da manutenção, que convivem diariamente com riscos de quedas, esforço físico intenso, jornadas desgastantes, assédio moral e sobrecarga de funções.

O sindicato destaca que saúde e segurança no trabalho não dependem apenas do uso de equipamentos de proteção, mas também de ambientes respeitosos, dimensionamento correto de equipes, valorização salarial, pausas adequadas e combate ao assédio.

Neste 28 de abril, o SEEF presta homenagem às vítimas e reforça seu compromisso permanente com a defesa de condições dignas de trabalho para toda a categoria.

Trabalhar não pode custar a vida.

Quinta, 09 Abril 2026 19:13

Nova regra da CLT permite folgas para exames preventivos sem desconto de salário

Escrito por Pricila Cristina Baade

Uma nova legislação sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante que o trabalhador possa se ausentar do trabalho para realizar exames preventivos sem prejuízo do salário. O texto prevê até três dias de ausência a cada 12 meses para esse fim, reforçando o direito à prevenção e ao cuidado com a saúde.

A mudança amplia tanto os direitos dos trabalhadores quanto as obrigações das empresas no campo da saúde preventiva. Ela inclui a obrigação de comunicação formal por parte das empresas sobre esse direito, incorporando a medida ao rol de faltas justificadas previstas na CLT.

norma, publicada nesta segunda-feira (6), no Diário Oficial da União determina que empregadores passem a informar seus funcionários sobre campanhas oficiais de vacinação, especialmente contra o papilomavírus humano (HPV), além de orientar sobre prevenção e diagnóstico de cânceres como o de mama, colo do útero e próstata. As informações deverão seguir as diretrizes do Ministério da Saúde.

Além da divulgação, as empresas também deverão promover ações de conscientização no ambiente de trabalho e explicar como os trabalhadores podem acessar os serviços de saúde disponíveis para diagnóstico dessas doenças.

A mudança inclui ainda a obrigação de comunicação formal por parte das empresas sobre esse direito, incorporando a medida ao rol de faltas justificadas previstas na CLT.

A expectativa é que a medida contribua para o diagnóstico precoce e amplie o acesso da população a campanhas de vacinação e exames essenciais.

Fonte: Portal CUT Brasil com informações da Ag.Brasil

Quinta, 02 Abril 2026 11:38

Trabalho no feriado dá direito a extras, mas o descanso no sábado depende do patrão

Escrito por Pricila Cristina Baade

A sexta-feira da Paixão, feriado nacional religioso celebrado neste ano no dia 3 de abril, assegura ao trabalhador com carteira assinada o direito ao descanso remunerado. Pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o trabalhador que atuar no feriado deve receber pagamento em dobro pelas horas trabalhadas ou ter direito a uma folga compensatória em outro dia. A escolha entre pagamento ou compensação pode depender de acordos firmados entre empresas e trabalhadores.

No entanto, em setores onde a atividade não pode ser interrompida, a legislação trabalhista prevê compensações específicas para quem for convocado a trabalhar na data.

Em atividades consideradas essenciais ou que funcionam regularmente aos domingos e feriados, como indústria, comércio, transporte, comunicação, serviços funerários, agricultura e setores de energia e água, as condições podem ser diferentes. Nesses casos, o que vale é o que foi definido em instrumentos coletivos, como a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) ou o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Esses acordos podem prever três possibilidades principais: pagamento de adicional (que pode variar), concessão de folga em outro dia ou inclusão das horas em banco de horas para compensação futura.

“Emendar” o feriado não é automático

Para os trabalhadores da iniciativa privada, a possibilidade de “emendar” o feriado com o sábado, dia 4, não é um direito garantido por lei. A decisão cabe ao empregador. Caso a empresa libere o funcionário, pode exigir a compensação das horas não trabalhadas posteriormente, respeitando o limite de até duas horas extras por dia.

Já no setor público federal, a sexta-feira, assim como a quinta-feira (2) pode ser considerada ponto facultativo em algumas situações, o que dispensa parte dos servidores do expediente dependendo da atividade exercida. Como por exemplo hospitais e Pronto-Socorro que permanecem abertos para atendimentos médicos emergenciais, bem como o atendimento de ambulâncias do SAMU. Já os postos de saúde para consultas estarão fechados.

Domingo de Páscoa

O domingo de Páscoa não é considerado feriado nacional no Brasil. Se você trabalha aos domingos normalmente (escala regular) vai receber o salário normal, sem adicional, desde que tenha folga compensatória em outro dia da semana.
Se não houver folga compensatória, a empresa deve pagar o domingo em dobro.

Teletrabalho segue mesmas regras, com ressalvas

No caso do teletrabalho, o direito a horas extras ou compensação também existe, desde que haja controle de jornada. Quando não há esse controle, como em contratos por tarefa ou produtividade, o pagamento adicional pode não ser aplicável.

Recusa

Se a empresa exigir trabalho no feriado sem oferecer pagamento em dobro ou folga compensatória, o trabalhador pode se recusar a cumprir a jornada. Caso haja punição, é possível recorrer à Justiça do Trabalho para garantir os direitos previstos.

Especialistas reforçam que as regras específicas variam conforme a categoria profissional e devem ser verificadas nos acordos coletivos vigentes.

Créditos: Redação CUT | Editado por: Rosely Rocha

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Um instrumento dos trabalhadores na defesa dos seus direitos. Ele apresenta as principais garantias previstas na legislação e nas convenções e acordos coletivos de trabalho assinadas pelo Sindicato.

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