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Pricila Cristina Baade

Pricila Cristina Baade

Não houve acordo na segunda rodada de negociação que deve definir o reajuste do Piso Salarial Estadual, realizada ontem (29) na sede da Fiesc, em Florianópolis. O reajuste será retroativo a 1º de janeiro. A comissão de trabalhadores até chegou a reduzir minimamente a proposta inicial de reposição da inflação do ano de 2025 (3,9%) mais aumento real de 5%, porém, a contraproposta patronal, limitada a 4,22% de reajuste, foi insuficiente para a continuidade das negociações nesse momento. As partes voltam a se reunir às 13h30min do dia 26 de fevereiro, novamente na Fiesc.

A supervisora técnica do Dieese/SC, Crystiane Peres insiste que a proposta é viável, considerando que Santa Catarina teve um desempenho econômico muito positivo e por isso os trabalhadores esperam que a comissão de negociação alcance um percentual muito próximo do que foi a reivindicação de 5% de aumento real para o Piso Estadual. Lembra que há uma tendência de queda na taxa de juros (hoje em 15% anual), a inflação está sob controle e que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais deve incrementar em muito o consumo e o crescimento da economia. “A proposta patronal está muito aquém da nossa, foi importante interromper a negociação nesse momento para que venha algo melhor à mesa de negociação”.

O que falta para que o patrão faça uma proposta decente na mesa de negociação? O diretor técnico do Dieese/SC e coordenador da comissão de trabalhadores, Ivo Castanheira reforça: “Não se admite uma proposta como esta que fizeram até agora, a economia de Santa Catarina está bem em todos os sentidos, o PIB do nosso estado é melhor do que todos os demais em nível nacional, as pessoas estão pedindo demissão por conta dos baixos salários”, avalia Castanheira, lembrando que há uma tática ou estratégia do patronal para negociar o menor índice possível, “mas, faremos o contrário, firmes na nossa proposta razoável, dentro do que negociamos até hoje, há 16 anos. Dia 26, temos que fechar, é tempo suficiente para eles repensarem a proposta, já que o presidente da Fiesc estará ausente nos próximos dias e, por ser o primeiro ano de seu mandato, quer valorizar o cargo que assumiu recentemente”, conclui.

O SEEF realizará, entre os dias 9 a 31 de março de 2026, uma Assembleia Geral Extraordinária permanente e itinerante. Isso significa que o sindicato vai percorrer os locais de trabalho em Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça, nos horários das 8h às 12h e das 14h às 18h, para que os trabalhadores da categoria possam participar.

A assembleia será encerrada no dia 31 de março, às 18h30 (primeira chamada) e 19h30 (segunda chamada), no auditório da FECESC, situado na Av. Mauro Ramos, 1624, no centro de Florianópolis.

Esta assembleia vai tratar de temas que impactam diretamente o seu salário, seus direitos e as condições de trabalho.

O SEEF reforça que a participação dos trabalhadores é fundamental para construir uma Convenção Coletiva mais forte, com reajuste digno, mais benefícios e proteção contra abusos dos patrões.

Confira a pauta da assembleia:

1 – CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO: Discussão e aprovação das normas das Convenções Coletivas de Trabalho a serem firmadas entre este Sindicato e o Sindicato Patronal, para o período de 2026/2027

2 – DISSÍDIO COLETIVO: no caso de insucesso na negociação das Convenções Coletivas de Trabalho, dar poderes para a diretoria interpor Dissídio Coletivo perante a Justiça do Trabalho, realizar acordos, em juízo ou fora dele.

3 – CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL PROFISSIONAL: Discussão e deliberação sobre contribuição negocial profissional a ser aprovada livre e democraticamente, pelos trabalhadores filiados e não filiados, cumprindo a prerrogativa da Assembleia Geral dos Trabalhadores de estabelecer contribuições conforme art. 513, alínea “e”, c/c art. 462 e 545 ambos da CLT.

As deliberações serão adotadas por escrutínio secreto e a assembleia será realizada nos termos do artigo 524 letra “e” e artigo 612 da CLT.

A CUT-SC participou da primeira rodada de negociação do reajuste do Piso Estadual de Salários de Santa Catarina, realizada nesta semana, que marcou o início do processo de definição dos valores para 2026. A Central foi representada na mesa de negociação pelo secretário-geral da CUT-SC, Rogério Manoel Corrêa.

A rodada foi marcada por uma análise de conjuntura que apontou um cenário favorável para a classe trabalhadora conquistar a reposição integral do INPC acumulado, acrescida de 5% de aumento real, nas quatro faixas do Piso Salarial Estadual, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026. A avaliação foi apresentada pela supervisora técnica do Dieese/SC, Crystiane Peres.

Segundo Crystiane, Santa Catarina vive o melhor momento da série histórica em relação ao nível de emprego, além de apresentar um desempenho econômico acima da média nacional. Ela também destacou medidas do governo federal que fortalecem a renda dos trabalhadores, como o Novo PAC, a política de valorização do Salário Mínimo Nacional e a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, além da redução progressiva para rendas de até R$ 7.350.

O economista do Dieese, Daniel Monte Cardoso, reforçou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense e o aumento das exportações, mesmo diante do impacto do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros. Já o setor patronal, representado pela Fiesc, apresentou preocupações com os efeitos dessas tarifas, especialmente nos setores de madeira e móveis, argumentando haver sinais de desaceleração econômica.

A negociação contou ainda com a presença do superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em Santa Catarina, Paulo Eccel, reforçando a importância institucional do processo.

A próxima rodada de negociação do Piso Estadual de Salários foi agendada para o dia 29 de janeiro, quando trabalhadores e empresários voltarão à mesa para dar continuidade ao debate. A CUT-SC seguirá defendendo a valorização do Piso como instrumento fundamental para garantir melhores condições de vida e trabalho para a classe trabalhadora catarinense.

Sexta, 12 Dezembro 2025 11:43

Novo boletim do SEEF disponível!

Histórias que inspiram, direitos que fazem diferença no bolso e lutas que impactam diretamente a nossa qualidade de vida. O novo boletim do SEEF traz conteúdos importantes para a categoria: conquistas garantidas na Convenção Coletiva, informações sobre assembleia, debates sobre redução da jornada e o fim da escala 6x1, além da história emocionante de um trabalhador que representa a força e a dignidade da nossa profissão.

Muita coisa que a gente vive no dia a dia - piso acima do mínimo, reajuste anual, vale-transporte gratuito, adicionais e tempo de serviço - é resultado de luta sindical. E o boletim mostra, de forma simples e acessível, por que sindicato forte faz diferença na vida de quem trabalha.

? O boletim pode ser baixado aqui: https://seef.com.br/midia/boletim-informativo/send/4-boletim-informativo/92-boletim-dezembro-2025.html

Depois do ataque golpista de 8 de Janeiro, quando o país assistiu à tentativa de destruição das instituições democráticas, novos movimentos no Congresso buscam reescrever a história e abrir brechas para a impunidade. A aprovação do chamado PL da Dosimetria representa mais do que uma alteração jurídica: é um ataque direto ao Estado Democrático de Direito e um sinal de que setores políticos ainda trabalham para proteger quem atentou contra a Constituição.

Neste artigo, o Secretário-Geral da CUT-SC e Presidente do SEEF, Rogério Manoel Corrêa, analisa o cenário nacional, denuncia a atuação de parlamentares que tentam aliviar penas de golpistas e faz um chamado decisivo para que a classe trabalhadora compreenda o que está em jogo nas eleições de 2026. 

Leia o artigo completo: 

Chegamos ao final do ano da mesma forma que iniciamos em 2023: sob o impacto do ataque aos poderes institucionais e à democracia brasileira, ocorrido em janeiro. Um ataque comprovadamente orquestrado e executado por uma parcela significativa das Forças Armadas, por políticos derrotados nas urnas, por funcionários públicos de alto escalão e pelos chamados “patriotas”.

Todos os envolvidos foram identificados, julgados e condenados pelo Poder Judiciário, de forma transparente e dentro das regras democráticas. A eles foi garantido o direito de defesa: o mesmo que tantos brasileiros e brasileiras nunca tiveram. Agora, na reta final desse processo de investigação, julgamento e responsabilização, os mesmos grupos envolvidos articulam, com apoio de seus aliados políticos e jurídicos, uma nova investida contra a democracia: a alteração das regras do Judiciário para reduzir penas já definidas pelo STF.

Os/as deputados/as eleitos para defender a Constituição, a democracia e os interesses do povo brasileiro, independentemente de religião, raça ou condição social — têm se afastado desse compromisso. O Congresso atual se mostra cada vez menos popular e mais conservador, revelando um enorme descompasso entre o discurso de campanha e a prática parlamentar. Propostas de leis e mudanças constitucionais têm servido, muitas vezes, para proteger interesses privados de grupos econômicos e políticos que sustentam essas candidaturas há décadas.

O que ocorreu na madrugada desta terça-feira (10/12/2025) evidencia como o governo federal, o Judiciário, as instituições e a própria democracia tornam-se reféns do Congresso Nacional. O projeto aprovado não beneficia apenas a quadrilha que atacou o país em 8 de Janeiro; ele cria um efeito cascata, servindo de referência para decisões futuras em casos que nada têm a ver com o episódio golpista.

Esse Congresso afirma querer “reduzir a polarização”, mas projetos como este só alimentam a indignação, a revolta e a descrença na política. É impossível falar em unidade quando o Parlamento deixa de ser um espaço de solução para os problemas da nação e se transforma em um balcão de negócios, disputando verbas, emendas e privilégios financiados pelo dinheiro público, enquanto ao povo chegam apenas migalhas das políticas sociais.

Em 2026 teremos novamente eleições gerais. Teremos a oportunidade de escolher o presidente da República, o governador do estado, deputados federais e estaduais e dois senadores. Mas fica a pergunta: a população continuará votando da mesma forma, sem considerar seus próprios interesses de classe? Continuaremos com casas legislativas dominadas pela elite econômica? Trabalhadores e trabalhadoras seguirão negando sua condição de classe ao votar em quem legisla contra seus direitos?

Não basta concentrar esforços apenas na eleição para presidente ou governador. É fundamental eleger deputados estaduais comprometidos com as pautas da classe trabalhadora e deputados federais e senadores alinhados com um projeto de país oposto ao que está hoje representado no Congresso.

Se queremos representação real, precisamos assumir a responsabilidade pelas nossas escolhas. Não adianta cobrar mudanças votando em quem defende os interesses de quem já tem muito e quer sempre mais.

Rogério Manoel Corrêa
Presidente do SEEF e Secretário-Geral da CUT-SC

Muita gente já está usando o 13º salário neste fim de ano, mas é fundamental lembrar: esse direito não é presente nem bondade do patrão - é fruto da organização e da força do movimento sindical.

O pagamento do salário extra ao final de todos os anos passou a valer oficialmente na década de 1960, quando foi incorporado à legislação brasileira. Mas a luta por uma remuneração adicional que compensasse a perda do poder de compra dos trabalhadores é muito mais antiga.

O 13º já era pauta da histórica Greve dos 300 Mil, em 1953, quando metalúrgicos e outras categorias pararam São Paulo em protesto contra a inflação que corroía os salários e dificultava a sobrevivência da classe trabalhadora. Essa mobilização se tornou um marco no movimento sindical brasileiro e mostrou que só a ação coletiva é capaz de pressionar governos e empregadores a garantir direitos.

Décadas depois, o 13º salário segue sendo uma das principais garantias de renda no país. Sua existência reforça uma verdade que não podemos esquecer: cada direito conquistado é resultado da luta organizada dos trabalhadores e da atuação firme dos sindicatos.

O SEEF reforça que seguirá defendendo os direitos já garantidos e lutando por novas conquistas para os servidores e servidoras.

O presidente do SEEF e secretário-geral da CUT-SC, Rogério Manoel Corrêa, participou nesta semana do terceiro módulo da Formação de Dirigentes (FD), realizado entre os dias 25 e 27 em Florianópolis. O encontro reuniu lideranças sindicais CUTistas de várias regiões do estado para debater a realidade atual do mundo do trabalho e construir estratégias para fortalecer a organização da classe trabalhadora.

Durante os três dias, os participantes discutiram temas como cultura, ideologia, guerra híbrida, desinformação e os impactos das mudanças trazidas pelo neoliberalismo e pela extrema direita. Também formularam propostas práticas nas áreas de comunicação, formação e mobilização, com foco no diálogo com a base e no enfrentamento à precarização.

Este foi o último módulo estadual do curso. Em abril, dirigentes de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul se encontrarão para definir estratégias conjuntas para fortalecer a ação sindical no sul do país.

O Sindicato dos Empregados em Edifícios e em Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis de Florianópolis (SEEF) convoca seus associados e associadas para a Assembleia Geral Ordinária que irá discutir e deliberar sobre a Previsão Orçamentária do Exercício de 2026.

A assembleia acontece no dia 18 de novembro de 2025, às 19h, em primeira convocação, e às 19h30, em segunda convocação, com qualquer número de presentes. A reunião será realizada de forma virtual, por meio da plataforma Zoom. O link de acesso à assembleia deve ser solicitado diretamente ao sindicato pelos canais oficiais de comunicação.

A participação de todos e todas é fundamental para fortalecer o SEEF e garantir transparência e participação democrática na definição do orçamento do próximo ano

As centrais sindicais e entidades representantes dos trabalhadores de Santa Catarina entregaram, nesta sexta-feira (14), a pauta de reivindicação para o reajuste do Piso Salarial Estadual de 2026. A entrega foi feita diretamente ao presidente da FIESC, Gilberto Seleme, durante a Assembleia Geral Ordinária do Conselho de Representantes da entidade patronal.

A proposta apresentada pelos trabalhadores reivindica a reposição integral do INPC acumulado em 2025, acrescida de 5% de aumento real, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026. A pauta foi construída de forma unificada pelas centrais e se fundamenta no cenário de crescimento econômico de Santa Catarina, que contrasta com a baixa remuneração em diversas atividades que dependem do Piso Estadual para garantir salários minimamente dignos.

A primeira rodada de negociação com o setor patronal já está definida: será no dia 15 de dezembro, às 14h, na FIESC.

Durante a entrega, o coordenador da comissão dos trabalhadores e coordenador sindical do DIEESE, Ivo Castanheira, destacou a relevância estratégica da negociação para o estado “É o processo mais importante que existe entre capital e trabalho em Santa Catarina. Apenas cinco estados no país têm uma política de negociação do piso salarial estadual. Aqui, o piso se tornou referência para os salários de todo o estado, a referência já não é mais o salário mínimo nacional, e sim o nosso piso estadual”, afirmou.

Castanheira reforçou ainda a expectativa positiva em relação à nova presidência da FIESC “Esperamos que a nova direção mantenha a mesma política de negociação que temos desde 2011. Nunca foi uma negociação fácil, mas sempre conduzida com muito respeito e em um nível elevado de discussão.”
O SEEF participou, nesta quinta-feira (13), da etapa estadual da II Conferência do Trabalho, realizada em Florianópolis. O encontro reuniu trabalhadores, empregadores e governo para debater políticas públicas de emprego, trabalho e renda, retomando um espaço estratégico que não acontecia há mais de dez anos no país.

Representando o SEEF e também a CUT-SC, o presidente Rogério Manoel Corrêa integrou a bancada dos trabalhadores - formada por CUT, CTB, CSB, UGT, Intersindical, Nova Central e Força Sindical - que teve todas as quatro propostas apresentadas aprovadas pela maioria dos delegados, com apoio da bancada governamental.

As propostas tratam do fortalecimento da negociação coletiva e das entidades sindicais, da garantia de acesso à formação e qualificação profissional, da defesa de políticas de emprego que assegurem estabilidade, direitos e combate às formas precárias de contratação, e da atualização das políticas de saúde e segurança no trabalho, incluindo a defesa da redução da jornada sem redução salarial.

Além disso, Santa Catarina conseguiu aprovar duas propostas de consenso entre trabalhadores, empregadores e governo — um avanço importante para a construção de políticas públicas que respondam aos desafios do mundo do trabalho.

O presidente do SEEF destacou o papel da organização da bancada dos trabalhadores “A participação na conferência mostrou o quanto é importante estarmos organizados e preparados. As propostas aprovadas representam a realidade da classe trabalhadora e apontam caminhos para garantir mais direitos, proteção e valorização. É um passo importante para todos os setores, inclusive para os trabalhadores em edifícios.”

A etapa estadual também elegeu os delegados que representarão Santa Catarina na etapa nacional, marcada para março de 2026, em São Paulo. O presidente do SEEF, Rogério Manoel Corrêa, foi eleito delegado, junto com Anna Julia Rodrigues (presidenta da CUT-SC) e Cleverson de Oliveira (secretário de Organização Sindical da CUT-SC).

O SEEF reafirma seu compromisso em fortalecer a luta dos trabalhadores em edifícios de Florianópolis e seguir contribuindo na construção de políticas públicas que promovam trabalho decente e valorizem a classe trabalhadora em todo o estado.

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Manual do trabalhador

Um instrumento dos trabalhadores na defesa dos seus direitos. Ele apresenta as principais garantias previstas na legislação e nas convenções e acordos coletivos de trabalho assinadas pelo Sindicato.

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SEEF - Sindicato dos Empregados em Edifícios e em Empresas de Compra
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