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Para Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio, pacote proposto por ministro Sergio Moro é higienista e fortalecerá a superlotação dos presídios

 Com o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, o governo Bolsonaro mostra que não pretende reduzir a desigualdade, mas pretende "acabar com os pobres". Essa é a avaliação da assistente social e integrante da Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio Katiara Oliveira, que classifica o atual governo como "higienista".

"O pacote do Moro é a institucionalização da pena de morte, além de ser uma forma de liberar os crimes da polícia sem classificá-los mais como ilegais. Vai vender uma falsa ilusão de segurança pública para atingir os eleitores do Bolsonaro, que pedem bandido morto", afirmou ela, em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria,na Rádio Brasil Atual.

Nessa terça-feira (7), o Conselho Nacional de Direitos Humanos se reuniu em Brasília e debateu a crise do sistema prisional do Brasil. Entre os temas abordados estava o pacote de Moro. Para Katiara, a medida é a institucionalização de um tipo de necropolítica, ou seja, o extermínio e encarceramento de jovens, pretos e pobres.

"A segurança pública é colocada numa situação em que a prisão e a morte traz segurança, mas quem está sendo preso e morto é a população que sempre sofreu no Brasil", criticou.

Nos últimos anos, a guerra entre facções criminosas expôs a fragilidade do sistema prisional e chamou a atenção para a superlotação. Segundo estudo da Pastoral Carcerária, o Brasil possui mais de 725 mil pessoas presas, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

As prisões do país têm uma ocupação de 200% e a assistente social lembra que a superlotação é um problema histórico, que sempre retirou da população negra o direito à cidadania. "O encarceramento em massa tem muita ligação com a lei da vadiagem, onde homens negros eram presos por estarem desempregados. Desses quase 800 mil presos, quase todos são pobres e a maioria é negro. Mais de 40% está cumprindo pena sem passar por julgamento. Existe a possibilidade de muitos inocentes estarem cumprindo pena", disse.

A lei antidrogas também é criticada por ela. Em um mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá retomar o julgamento de um recurso da Defensoria Pública de São Paulo que pede a inconstitucionalidade da criminalização da posse de drogas para consumo pessoal no Brasil.

Para Katiara, muitos usuários recreativos são colocados no mesmo patamar que o traficante. "A guerra do combate às drogas é racista. A classe média usa droga e nada acontece, só porque são brancos. Além disso, é sabido que as pessoas usam drogas e não há nenhum investimento para as políticas de redução de danos", lamentou.

Fonte: RBA | www.redebrasilatual.com.br | Escrito por: Redação RBA | Foto: EBC
Pela primeira vez, Sindiconde e Secovi negociam em mesa única Convenção Coletiva dos trabalhadores em edifícios comerciais e residenciais

 No dia 3 de maio foi realizada a primeira rodada de negociação visando a Convenção Coletiva 2019/2020 dos trabalhadores em edifícios. A diferença este ano é que, pela primeira vez, os sindicatos patronais Sindiconde e Secovi decidiram participar juntos das negociações. "O SEEF, que representa os trabalhadores, sempre quis essa negociação conjunta dos dois sindicatos patronais, pois se trata da mesma base, os trabalhadores em edifícios, comerciais ou residenciais", ponderou o presidente do SEEF Rogério Manoel Correa.
A primeira rodada de negociações não avançou em termos de propostas, mas ficou dentro do esperado, na avaliação do diretor da Fecesc e coordenador sindical do Dieese Ivo Castanheira, que participou da reunião. "O processo de negociação é um jogo de paciência, mas este ano pelo menos vamos ganhar tempo em negociar de forma conjunta, a exemplo do que já ocorre há dois ou três anos no comércio, onde o sindicato patronal de Florianópolis e o de São José adotaram essa prática da negociação conjunta. É fato que os trabalhadores em edifícios buscam as mesmas garantias nas cláusulas sociais e a valorização de seus salários", afirmou Castanheira.
Na rodada do dia 3 de maio, participara pelo SEEF os diretores Rogério Manoel Correa e Moacir Padilha; pela Fecesc o diretor Ivo Castanheira; pelo Sindiconde Sandro Barreto e Walter Cruz e pelo Secovi Fernando Amorim Willrich e Gustavo Villar M. Guimarães. A próxima rodada de negociação será marcada após o dia 15 de maio.
Últimos dados sobre emprego no Brasil mostram que, das 13,4 milhões de pessoas sem emprego, 37,8% desistiram da procura

 O número de pessoas aptas ao trabalho mas sem emprego no Brasil superou a marca dos 13,4 milhões no primeiro trimestre de 2019. Isso significa dizer que 12,7% dos brasileiros e brasileiras estão desempregados. Os dados atualizados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na última terça (30).

"Os dados confirmam o indicativo do aumento do número do desemprego. Talvez o mais importante seja o volume desse aumento de desocupados. São 1,2 milhões de pessoas, comparando com o trimestre anterior. A taxa aumentou mais de um ponto percentual, o que é muito significativo em um primeiro trimestre", comenta Patrícia Pelatieri, coordenadora de pesquisas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Uma análise mais aprofundada sobre os dados do IBGE revela outros recortes que permitem avaliar a evolução do cenário laboral brasileiro: 6,8 milhões de pessoas estão subocupadas. Tratam-se, em geral, de trabalhadores informais ou que se dedicam aos chamados bicos, trabalhando menos horas do que poderiam.

O sociólogo Ricardo Antunes, um dos maiores estudiosos brasileiros sobre o mundo do trabalho, explicou em entrevista ao Brasil de Fato que este tipo de trabalho, informal, intermitente é a "antessala do desemprego".

Os números apontam também para um grupo crescente de trabalhadores desalentados, ou seja, desempregados que deixaram de procurar emprego, cresceu 3,9% no último trimestre. No total, 180 mil pessoas desistiram de encontrar um trabalho, somando 4,8 milhões de brasileiros.

Antunes interpreta que a condição de desalento não significa que o trabalhador ou a trabalhadora não queira mais buscar emprego porque não precisa. "Eles não buscam mais emprego porque estão fazendo isso há um, dois anos. Para buscar emprego você tem que acordar cedo, ter dinheiro para condução, para alimentação. É muito custoso", analisa.

Somados os trabalhadores sub-ocupados, os trabalhadores que poderiam trabalhar mas não o fazem por diversos motivos – uma mãe que não pode trabalhar por ter que cuidar de um filho pequeno sem acesso a creche, por exemplo – e os trabalhadores desalentados, o Brasil atingiu o recorde de 28,3 milhões de pessoas classificadas pelo IBGE como subutilizadas.

"É muito preocupante olhar esse quadro, principalmente ao verificarmos o perfil dos desalentados, dos sub-ocupados e desempregados. São, em sua maioria, mulheres jovens entre 18 e 24 anos. Trabalhadores de ocupações elementares, com baixa escolaridade. Estamos falando de um empobrecimento da classe trabalhadora muito significativo", alerta Pelatieri.

De acordo com Antunes, a criação de bolsões de desempregados é servil ao sistema capitalista. Sobretudo no cenário atual, em que as políticas sociais estão em retração, e com os efeitos da reforma trabalhista, tornando trabalhadores cada vez mais reféns às condições degradantes impostas pelos empregadores.

"O desemprego é o flagelo mais brutal. E cada vez mais esse bolsão de desempregados se confunde com o bolsão de subempregados, de informais intermitentes, porque todos esses vivenciam muitos horários de suas vidas em que deveriam trabalhar para sobreviver, na condição real de desemprego", concluiu Antunes.

Fonte: Brasil de Fato | Escrito por: Redação | Colaboração Lu Sudré e Rodrigo Chagas | Edição: Rodrigo Chagas | Foto: José Cruz / Agência Brasil
Pesquisa do IBGE mostra que mulheres, desempregadas ou não, ainda são as principais responsáveis pelas tarefas do lar e no cuidado de pessoas na comparação com os homens, reforçando as desigualdades
 
A desigualdade na distribuição das tarefas domésticas e no cuidado de pessoas entre mulheres e homens agravam as restrições e a disparidade salarial enfrentadas pela população feminina no mercado de trabalho, de acordo com avaliação do diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, sobre pesquisa do IBGE indicando que as mulheres dedicam o dobro do tempo nos afazeres de casa, em relação aos homens. Em média, são 21,3 horas por semana, ante 10,9 horas exercidas pelos homens.

Uma situação desigual que também se repete no caso das mulheres que trabalham fora, cumprindo 8,2 horas a mais em obrigações domésticas do que com relação aos homens. "Elas trabalham muito, mas trabalham sem reconhecimento econômico", afirma Clemente em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.

De acordo com a pesquisa, estima-se que no ano passado 147,5 milhões de pessoas, 87% da população com 14 anos ou mais, realizaram tarefas domésticas e/ou cuidado de pessoas, mas a incidência é maior entre as mulheres, 93%, do que os homens, 80,4%,o que também ocorre entre a parcela de desempregados, com a população feminina trabalhando 11,8 horas a mais do que a masculina.

"Isso tudo traz para as mulheres restrições no acesso e dentro do mercado de trabalho, que acabam também repercutindo na remuneração menor do que os homens, em geral de 20% a 30%. Tudo isso vai mostrando as dificuldades que as mulheres têm na presença do mercado de trabalho e essa desigualdade em termos de responsabilidades com as tarefas domésticas e familiares", avalia o diretor técnico.


Fonte: RBA | www.redebrasilatual.com.br | Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias
Os trabalhadores da capital catarinense gastam, em média, R$ 43,35 por dia. Em todo o Brasil o valor médio diário é de R$ 34,84

Uma pesquisa divulgada na segunda-feira (22) pela Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) apontou que Florianópolis é a cidade mais cara do país para almoçar fora de casa.

De acordo com o levantamento, os trabalhadores da capital catarinense gastam, em média, R$ 43,35 por dia. Em todo o Brasil, o valor médio diário é de R$ 34,84.

Conforme os dados da ABBT, o valor médio das refeições subiu 6,1% quando comparado ao mesmo período de 2017. Naquele ano, Florianópolis registrou um reajuste maior do que a inflação brasileira no período, que teve alta de 3,75% conforme o Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA).

O levantamento foi feito em 51 cidades de 22 estados e no Distrito Federal, e coletou aproximadamente 6,2 mil preços de pratos, no período de dezembro de 2018 e fevereiro deste ano.

O estudo avalia o valor que o trabalhador paga ao fazer refeições fora de casa, em cada região durante o almoço em restaurantes que aceitam cartões refeição.

A pesquisa também avaliou o valor médio do almoço na cidade Joinville, no Norte catarinense, de R$ 34,74 e em Blumenau, no Vale do Itajaí, de R$ 35,20.

Fonte: G1 | Por: NSC TV | Foto: Reprodução/ NSC TV
SEEF realizou primeira rodada com Sindiconde neste 22/04 e dia 26 será com Secovi  -

Foi realizada nesta segunda-feira, 22 de abril, a primeira rodada de negociação com vistas à Convenção Coletiva dos trabalhadores em condomínios residenciais. Dirigentes do SEEF e da Fecesc estiveram na sede do Sindicato dos Condomínios da Grande Florianópolis (Sindiconde) para o início das negociações. Nova rodada ficou marcada para o dia 3 de maio.
A data-base da categoria é 1º de maio e a pauta de reivindicações foi entregue pelo SEEF no dia 8 de abril.
As negociações para o segmento dos trabalhadores em imobiliárias e shopping centers também iniciará esta semana: a primeira rodada está marcada para o dia 26, sexta-feira. O sindicato patronal que negocia esta Convenção é o Secovi.
O SEEF, que representa os trabalhadores, firma quatro Convenções Coletivas: uma com o Sindiconde e três com o Secovi.
Com 97,33% de aprovação entre os votantes, foi eleita a nova diretoria do Sindicato dos Empregados em Edifícios de Florianópolis nesta quinta-feira, 18/04. "Estamos felizes porque alcançamos grande participação nesta eleição, tanto graças ao esforço dos companheiros que trabalharam na coleta dos votos quanto graças à participação dos associados, que não apenas legitimaram o processo como demonstraram o reconhecimento ao nosso trabalho", afirmou o presidente reeleito Rogério Manoel Corrêa.

A eleição iniciou na terça, 16, e terminou ao meio dia de hoje, seguida de imediata apuração. Trabalharam no processo eleitoral a Comissão Eleitoral, mesários, escrutinadores, funcionários e assessorias da Fecesc, Sindicatos dos Comerciários de Florianópolis, São José e Palhoça, Sintrauto-SC, Sinte, Sintespe, Sindicato dos Bancários e Sintrasem e as funcionárias do SEEF.

A posse da nova diretoria está marcada para o dia 6 de junho. "Neste dia nós, diretores que já compomos a direção atual, e novos companheiros e companheiras estaremos assumindo um compromisso nada fácil, de lutar contra o ataque aos trabalhadores que ocorre em nosso país", destacou Corrêa. O diretor Moacir Padilha também lembrou das grandes dificuldades enfrentadas pela categoria: "Nossa luta hoje, dentro da categoria, também é contra a redução drástica nos postos de trabalho, substituídos pelas portarias eletrônicas ou pelos terceirizados, que prestam o mesmo serviço com menos direitos, menores salários e sem a assistência do Sindicato".


A nova diretoria será composta por:

Diretoria - Efetivos
Rogério Manoel Corrêa
Edson Marcelo Kosloski
Moacir Erosalte Padilha
Gilberto Maçaneiro
Eder Farias Borges
Marlei Chaves das Chagas
Roger Gouveia Alves

Diretoria - Suplentes
Valmir Pedrinho Coproski
Vanilda Piazzoli
Cristiano José Krammer dos Santos
José Adriano Lima da Silva
Valda Santa Neri

Conselho Fiscal - Efetivos
Gilmar Maçaneiro
Paulo Caetano Amaral
Luiz Ademir da Silva Bento

Conselho Fiscal - Suplentes
Josoel Henrique Rosa
Roberge de Medeiros
Edna Marque Padilha

Delegados - Efetivos
Rogério Manoel Corrêa
Moacir Erosalte Padilha

Delegados - Suplentes
Paulo Caetano Amaral
Edson Marcelo Kosloski
Durante três dias, serão colhidos votos na sede do SEEF e nas urnas volantes que passarão por locais de trabalho para confirmação da nova Diretoria, Conselho Fiscal e Delegados Representantes junto à Fecesc, efetivos e suplentes. Uma chapa concorre ao pleito, a Chapa Transparência e Resistência. Associado, associada: PARTICIPE! Exerça um direito que é seu e fortaleça seu Sindicato!

QUEM VOTA:
De acordo com o art. 50 do estatuto do Sindicato é eleitor todo o associado que, na data da eleição, tiver:
a) tempo de filiação no Sindicato igual ou superior 3 meses, nesse caso até o dia 15/01/2019;
b) quitado as mensalidades até 20 dias antes da data da realização da eleição;
c) no gozo dos direitos sociais conferidos no estatuto do Sindicato;
d) idade igual ou superior a 16 anos.

ONDE VOTAR:
a) urna fixa na sede do Sindicato (Av. Mauro Ramos, 1624, Centro, Florianópolis):
- nos dias 16 e 17 das 8h às 18h,
- no dia 18 das 8h às 12h.
b) urnas itinerantes que percorrerão os locais de trabalho:
- nos dias 16 e 17 das 8h30 às 23h,
- no dia 18 das 8h30 às 12h.

APURAÇÃO:
A apuração dos votos se dará na quinta-feira, dia 18/04, logo após o encerramento da votação, no auditório da FECESC.

PROPOSTAS DA CHAPA:
- Defender os direitos trabalhistas e sociais dos trabalhadores(as) que acreditam no Sindicato através das convenções e acordos coletivos e participando das lutas sociais
- Priorizar informações através de informativos aos filiados do SEEF, comunicar-se com trabalhadores/as e sociedade através do site e redes sociais do Sindicato
- Continuar fazendo campanha de sindicalização e conscientização da necessidade do fortalecimento da estrutura sindical
- Melhor atender filiados(as) e contribuintes do Sindicato
- Continuar fazendo visita nos locais de trabalho
- Firmar novos convênios para filiados(as) usufruirem de descontos e facilidades em serviços
- No caso de problemas detectados em empresas e condomínios, denunciar a(s) infratora(s) na DRT, Ministério do Trabalho e Vigilância Sanitária
- Buscar formas de garantir a saúde dos trabalhadores(as), negociando cláusulas para evitar doenças ocupacionais e dar assistência aos lesionados e/ou acidentados
- Fortalecer a CUT, CONTRACS, FECESC e DIEESE
- Continuar a oferecer assistência jurídica trabalhista e previdenciária para filiados(as) e contribuintes
- Pressionar vereadores e deputados para aprovar leis de interesse de todos os trabalhadores e especificamente, à nossa categoria
O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas (SP) apresentou reclamação à Organização Internacional do Trabalho contra a edição da Medida Provisória 873, que trata da contribuição sindical. O pedido é para que o órgão internacional reconheça as violações ao princípio da liberdade sindical.

A norma proíbe a cobrança de contribuição a qualquer empregado que não tenha dado autorização expressa, individual e por escrito ao seu sindicato. A medida contraria entendimento do Tribunal Superior do Trabalho e diretrizes do Ministério Público do Trabalho.

Segundo o sindicato, representado pelos advogados Gilson Dipp, Rafael Carneiro e Gabriela Cruz, desde o início da vigência, a MP tem causado preocupação em setores da sociedade civil.

"Isso porque ela afeta diretamente o modelo de financiamento dos sindicatos ao alterar, drasticamente, a forma de recolhimento das contribuições sindicais, impossibilitando, assim, o desconto direto na folha de pagamento do trabalhador", diz a entidade em trecho da reclamação.

Para o sindicato, as novas exigências impostas pela MP dificultarão o recolhimento da contribuição sindical — recurso financeiro cuja receita gerada é vital para a manutenção dessas entidades.

"A norma afetará não somente o instituto da contribuição sindical, mas terá o condão de comprometer ainda a arrecadação de todas as demais formas de contribuição voluntária do trabalhador com as organizações sindicais, tais como a contribuição federativa, a mensalidade sindical e a contribuição assistencial", defende.

Na avaliação do sindicato, a edição da MP pelo governo brasileiro revela-se contrária a preceitos da mais alta relevância no âmbito do Direito Internacional do Trabalho e que também encontram-se regulamentados e dispostos em convenções da OIT.

"A norma afeta, diretamente, os sindicatos brasileiros em um ponto muito sensível a toda e qualquer associação representativa de um grupo de indivíduos. Ao criar obstáculo para o recolhimento da chamada contribuição sindical, a MP altera, drasticamente, o modelo de financiamento, historicamente, adotado pelo sindicalismo brasileiro, comprometendo toda a estrutura de organização e as próprias possibilidades de manutenção e atuação de tais sindicatos", aponta a reclamação.

Os autores ainda afirmam que é vedado ao Estado criar normas ou impôr obstáculos que dificultem a filiação, permanência ou desligamento dos filiados.

"A liberdade sindical também abarca a liberdade individual e o poder de autodeterminação do trabalhador que, por vontade própria, opte por se filiar ao sindicato da sua categoria. Nesse panorama, ao Estado também não é permitido intervir na organização e no funcionamento dos sindicatos."

Fonte: Consultor Jurídico | conjur.com.br | Escrito por: Gabriela Coelho
Recursos das aposentadorias fomentam desenvolvimento regional. Redução de valores pagos a idosos, rurais e BPCs agravaria crise de emprego em milhares de cidades por todo o país


Num país desigual como o Brasil, os benefícios da Previdência pagos aos trabalhadores rurais, idosos e aos carentes ajudam a sustentar famílias inteiras e são o esteio da economia de milhares de pequenas cidades brasileiras. A reforma da Previdência 2019 proposta pelo governo de Jair Bolsonaro, no entanto, ignora isso e pode levar a um efeito cascata que aumentaria em mais meio milhão o já elevado número de desempregados no país.

De acordo com a PEC 6/2019 apresentada pelo ministro da Fazenda, Paulo Guedes, os benefícios previdenciários passariam a ser calculados sobre a média de 100% das contribuições – o que rebaixaria o valor final – e somente após contribuir por 40 anos ao INSS o trabalhador teria direito ao valor integral. Além disso, os benefícios assistenciais, como os de Prestação Continuada (BPC), seriam desvinculados do valor do salário mínimo e não teriam garantida nem mesmo a correção monetária.

"Isso deverá produzir um importante impacto negativo na renda disponível de um grande contingente de famílias brasileiras de baixa renda", afirma o economista Marcelo Manzano.

Estudo realizado pela Fundação Perseu Abramo (FPA) em 2.077 municípios brasileiros indica que em 1.946 deles (ou 93,7%) os valores recebidos via benefícios previdenciários superavam os repasses realizados pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A maior parte do dinheiro que circula nessas cidades vem das aposentadorias pagas aos idosos, aos trabalhadores rurais, aos carentes e pessoas com deficiência via BPC.

"A Associação Brasileira de Municípios realizou sua assembleia em março e os prefeitos presentes foram unânimes: a reforma da Previdência, tal como vem sendo colocada pelo governo Bolsonaro, prejudicará muito os municípios e as prefeituras, uma vez que o empobrecimento da população, bem como a queda na economia de boa parte dos municípios, principalmente os pequenos e médios, com maior incidência no Norte e Nordeste, provocará não apenas queda na arrecadação como aumento da demanda pelos serviços públicos, especialmente na assistência social", informa o estudo da FPA.

Segundo Manzano, a redução dos valores pagos pela Previdência teria efeitos arrasadores também para o mercado de trabalho."Cada um ponto do crescimento do PIB no Brasil nos últimos 20 anos significou crescimento entre 0,5% e 1,4% do mercado de trabalho. Como nosso país tem 90 milhões de ocupados, quando o PIB cresce 1%, na pior das hipóteses (os 0,5%) significa a expansão de 450 mil empregos", explica o economista. "Se o contrário acontece, ou seja, a redução do PIB em 1% conforme projetado, nosso país pode perder aproximadamente 450 mil ocupações por ano em decorrência do desmonte do sistema de proteção social que está em vigor no país desde a Constituição de 1988."


O efeito multiplicador da Previdência


A Previdência não significa só gasto que pode quebrar o Brasil, ao contrário do que quer fazer crer o governo Jair Bolsonaro.

Para dar uma ideia da importância dos recursos pagos pela Previdência no desenvolvimento nacional, Manzano explica que para cada real que a União transfere aos aposentados via Regime Geral da Previdência Social (RGPS), a economia cresce 0,53 mais. Quando esse real vai para os beneficiários do BPC, que são muito pobres e imediatamente gastam esses recursos, o efeito multiplicador é da ordem de 1,78 a mais.

É como se cada real que o governo gasta com a Previdência se multiplicasse e voltasse para o mercado 1,53 reais no caso da aposentadoria paga aos trabalhadores em geral e 1,78 reais quando se trata do que é pago via BPC.

"São recursos que estimulam as atividades econômicas nos municípios. Como é um número muito grande de pessoas, isso leva a um efeito multiplicador, promovendo outras atividades e fazendo com que a economia cresça", afirma o economista.

"Ou seja, se de fato a reforma da previdência proposta pelo governo for aprovada nos termos em que foi apresentada, deverá afetar severa e negativamente o mercado de trabalho brasileiro", avalia Manzano.

Fonte: RBA | www.redebrasilatual.com.br | Escrito por: Cláudia Motta | Foto: Willian Moreira/Futura Press/Folhapress






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Manual do trabalhador

Um instrumento dos trabalhadores na defesa dos seus direitos. Ele apresenta as principais garantias previstas na legislação e nas convenções e acordos coletivos de trabalho assinadas pelo Sindicato.

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SEEF - Sindicato dos Empregados em Edifícios e em Empresas de Compra
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